Pílula do dia seguinte, quando usar?

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Em branco Com o aparecimento da pílula do dia seguinte, muitos pensaram que essa seria a maior expressão da liberdade sexual feminina, mas não é bem assim. A “pílula do dia seguinte” é um anticoncepcional oral que apresenta altas doses hormonais. Por essa razão é denominada de anticoncepção de emergência, não sendo aconselhado seu uso como método anticoncepcional habitual.

Então, fica fácil deduzir que, devido ao fato de a pílula do dia seguinte não ser um método preventivo regular contra a gravidez como as pílulas anticoncepcionais comuns, só deve ser usada em situações extremas; como falha de outros métodos, rompimento do preservativo ou em caso de estupro.

Erroneamente, casais que não usam preservativos nem pílulas anticoncepcionais veem na pílula do dia seguinte um método para evitar a gravidez. Esse é, infelizmente, um hábito muito comum e existem consequências relacionadas ao uso indiscriminado da pílula do dia seguinte.

Para se ter uma ideia, duas pílulas ingeridas com intervalo de doze horas concentram todo hormônio contido numa cartela de 21 pílulas anticoncepcionais. Sucessivas doses de hormônio desregulam o ciclo menstrual e podem provocar efeitos colaterais ainda desconhecidos, por se tratar de um método recente.

O que já se sabe é que aumenta as chances de câncer de mama. Além disso, a pílula do dia seguinte não oferece proteção contra as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

Composição
Há dois tipos de contraceptivos de emergência usuais no Brasil.

1- O primeiro tipo são apenas duas pílulas. Uma de etinilestradiol (estrogênio) e outra de levonorgestrel (progesterona), com 50mcg e 0,25mg respectivamente e após 12 horas repete-se a dose.
2- O outro tipo de pílula tem em sua composição o hormônio levonorgestrel (progesterona) na dosagem de 0,75mg e deve ser ingerida via oral. Após 12 horas ingere-se outra pílula.

Em brancoIndependentemente do tipo de pílula receitada pelo ginecologista e que melhor se adequar a seu organismo, a primeira dose deve ser sempre administrada até 72 horas após o ato sexual desprotegido e a segunda dose deverá ser ingerida após 12 horas da primeira.

Convêm lembrar que:
- As pílulas de contracepção de emergência não funcionam se você já estiver grávida, portanto assegure-se disso com seu médico.
- Contracepção de Emergência não é um método abortivo,
- É aprovado pelo Ministério da Saúde.

Se usada com consciência e prescrita por um médico, a pílula do dia seguinte constitui uma opção desde que não seja individualmente contraindicado. Só um médico poderá avaliar se determinada mulher pode ou não utilizá-la.

Via: Saúde com Ciência

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