Mulheres na política - do direito ao voto até a chegada ao poder, orgulhe-se

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Sejamos sinceras, mesmo quando nosso candidato(a) a um cargo político não ganha uma eleição, se quem a venceu for uma mulher, sentimo-nos orgulhosas. Não é pra menos, a participação da mulher no cenário político mundial ainda estava engatinhando até pouco tempo, apesar de ser indiscutível que a mulher “sempre” esteve no poder, Cleópatra - a eterna Rainha do Egito - não nos deixa mentir.

No Brasil, por exemplo, a história da participação efetiva da mulher na política teve início a conquista do direito ao voto, em 1932. Efetiva, pois seu nascimento foi bem antes e pode ser lido aqui.

“Essa conquista é resultado da luta contínua do movimento sufragista, que emergiu no Brasil em 1919 e culminou com a conquista do direito ao voto pelas mulheres, mas não foi suficiente para que estes contingentes humanos superassem o processo de exclusão. Até a década de 1970 esse quadro de exclusão não sofreu muitas modificações.

“A partir do final da década de 1980, a situação se modifica, em virtude do crescimento industrial, que contribuiu para um aumento significativo da participação feminina no mercado de trabalho, e, na crescente inserção das mesmas, nos cursos superiores. A isto se aliou o processo de redemocratização do País que se instaurou nesse período. Esses fatos contribuem, para ampliar a participação da mulher nas esferas de poder, encorajando-as, também, a organizarem-se politicamente, o que revela a importância dos movimentos de mulheres nesse processo.

O momento da elaboração da nova constituição brasileira foi fundamental, para que as mulheres, a partir de sua atuação conquistassem direitos legais e obtivessem legitimidade para suas reivindicações, inclusive na esfera da política institucional.”

Escreveu Mary Ferreira, Professora da Universidade Federal do Maranhão, Mestre em Políticas Públicas, doutoranda em Sociologia pela UNESP/Fclar, na Revista Espaço Acadêmico.

Atualmente, apesar de a participação da mulher como representante da população, embora ainda muito menor em números que dos homens, já é bastante expressiva e vem crescendo, consideravelmente, a cada ano.

No cenário internacional podemos citar nomes como Ângela Merkel, primeira ministra da Alemanha; Hillary Clinton, Cristina Kirchner, Presidente da Argentina.
No Brasil temos nomes como Marta Suplicy e Luiza Erundina, ambas ex-prefeitas de São Paulo entre outros cargos de igual importância; Rosinha Garotinho, ex-governadora do Rio de Janeiro; Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul; Roseana Sarney, governadora do Maranhão, Heloísa Helena, ex-senadora e, finalmente, Dilma Rousseff, ministra da casa civil com a candidatura já confirmada à Presidência da República em 2010. Esse será um grande marco na História do Brasil, já que será a primeira candidata mulher à Presidência no Brasil. Há ainda, muitos outros nomes em todas as esferas da política.

Não podemos deixar de citar as primeiras damas de importância ímpar na sociedade, no passado e no presente, como dona Ruth Cardoso, esposa do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, Eva Perón (Evita) na Argentina, Michelle Obama, esposa do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, assim como tantas outras. Jamais poderia excluir desta lista uma das figuras mais influentes, fortes e carismáticas do século XX, a eternaPrincesa Diana, a Lady Di que ficou conhecida como “a princesa dos pobres”. E por falar em Princesa, na ficção Tiana será a primeira princesa negra da Disney, por justa influência do casal Michelle e Barack Obama.

Com a intenção de homenagear todas as que estão de alguma forma na vida política - as que foram e as que não foram citadas -, não tendo como objetivo apoiar essa ou aquela candidata, escrevo esse texto. Parabéns a todas essas mulheres que, além de se preocuparem com sua elegância, administração do lar e educação dos filhos e em serem esposas, ocupam-se também e com muita competência de nossa sociedade.

Se interessou em saber mais sobre o tema? O livro de Raquel Paiva Política Palavra Feminina (foto acima) trata da assenção da mulher na política em uma sociedade patriarcal de forma instigante e reveladora. A foto abaixo é de Carlota Pereira de Queiroz, eleita no Brasil em 1933.

Em Branco

Fonte: Revista Espaço Acadêmico Imagem: Google e Submarino

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