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Depressão – Porque ela atinge mais as mulheres e quais tratamentos são mais eficazes

Publicado 25 Jun 2009 por Renata Fraia

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A depressão é uma doença que atinge tanto o sexo feminino como o masculino em todas as idades, inclusive em crianças e idosos. Porém ela afeta muito mais frequentemente as mulheres, especialmente na fase de maturação sexual, pois há flutuação hormonal.

Nessas flutuações podem ocorrer TPM (tensão pré-menstrual), menopausa e depressão pós-parto. Situações que parecem ser um ‘prato cheio’ para a depressão atacar, pois nessas fases as mulheres já predispostas à depressão ficam mais vulneráveis a esse mal.

No ciclo menstrual há alteração das quantidades de hormônios presentes no organismo feminino. Os principais hormônios que oscilam nesse período são o estradiol (um tipo de estrogênio) e a progesterona. No entanto, as situações acima não devem levar toda a culpa por sua depressão.

Ela pode ter causas diversas. Pode ser endógena (quando ocorre pela falta de algum neurotransmissor – como a serotonina por exemplo, que nos deixa naturalmente bem humorados ) ou exógena quando a causa principal é de origem emocional, como a perda de alguém que amamos, ou uma doença. Em ambos os casos ela pode sim, ser agravada pela alteração hormonal.

Sintomas da depressão
Os sintomas principais são tristeza profunda que persiste por mais de 15 dias, angústia ou sensação de vazio ou ainda redução na capacidade de sentir satisfação ou prazer. Pode-se apresentar todos ao mesmo tempo ou alguns sintomas isolados.

Tratamentos medicamentosos
Felizmente já há vários tratamentos disponíveis para essa doença. Há medicamentos, geralmente antidepressivos, que podem ser receitados por qualquer médico, mas normalmente pelo psiquiatra que é o mais preparado para tratar da depressão. Quando essa sensação de tristeza intensa ocorre predominantemente na TPM, um ginecologista pode prescrevê-los para que você tome de 7 a 15 dias antes da menstruação, a depender de quando tem início os sintomas. Você ainda pode se beneficiar de suplementação de vitamina E e B6, além de alguns medicamentos fitoterápicos.

Outros tratamentos
Há inúmeras formas de se combater à depressão que devem ser aliados ao medicamento. É de suma importância que você nunca troque o medicamento por um tratamento natural ou alternativo por conta própria. Fale sempre com seu médico. É comum observar algumas pessoas que ao notarem uma melhora abandonam a medicação. Mas esquecem-se de que foi justamente o remédio que proporcionou o bem-estar e se interromperem o tratamento, os sintomas irão retornar. Apenas o médico pode alterar a dose, trocar a medicação ou interrompê-la.

Alimentação
Já escrevi aqui sobre alimentos que aliviam TPM e Menopausa. Esses alimentos podem trazer benefícios também para quem tem depressão que não vem acompanhada da TPM ou Menopausa.

Psicoterapia
Este talvez seja o tratamento mais completo para a depressão, principalmente se a causa for exógena.

Atividades físicas aeróbicas
Durante os exercícios aeróbicos - inclui-se aí além de ginástica, a corrida, as caminhadas, a bicicleta, e esportes como futebol,vôlei, dança e outros-, há liberação de endorfinas após 30 minutos da prática da atividade física.

Chocolates e Pimentas vermelhas
Também são capazes de liberar endorfina. Mas cuidado para não exagerar no chocolate para não engordar, o que poderá gerar mais depressão.

Acupuntura
Suspeita-se que a melhora que se observa com a acupuntura é da mesma forma devido à liberação de endorfinas na aplicação das agulhas.

Homeopatia
Até pouco tempo era considerada medicina alternativa, mas agora ela já é uma especialidade médica e, embora não se possa comprovar cientificamente seus benefícios, há relatos de melhora com o tratamento.

Florais, aromaterapia e terapia com cores e musicoterapia
Estes e outros tratamentos - como a meditação - da chamada medicina alternativa também não têm comprovação científica, mas várias pessoas se beneficiam de tais tratamentos, sobretudo quando se aliam com outros tratamentos.

Foto: Flickr

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