Homens que criam filhos sozinhos fazendo papel de pai e de mãe

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Homens que criam filhos sozinhos fazendo papel de pai e de mãe

Trocar a fralda do bebê, preparar a papinha, conversar sobre namoro com a filha adolescente, comprar roupas para os filhos, cumprir as obrigações legais como vacinas e levar para a escola: para muitas pessoas, atividades como essas, continuam associadas ao papel da mãe.
 
No entanto, na sociedade moderna, onde a mulher conquistou sua independência e a ocorrência de divórcios é muito maior, e o número de pais que assumem a função de pai e mãe ao mesmo tempo – tem aumentado gradativamente.
 
Para os homens que criam filhos sozinhos fazendo papel de pai e de mãe, muitas vezes a tarefa não é fácil. Fomos ouvir uma especialista no assunto, para poder ajudar aos pais que se veem nessa situação e leem o Das Marias, assim como para auxiliar as Marias divorciadas a saber o que ocorre na cabeça de seus eis maridos.
 

 
De acordo com Valéria Thomazini, educadora do Colégio Itatiaia, mesmo vivendo numa era mais moderna, o que se pode perceber é que a grande dificuldade destes “pães” (pais e mãe ao mesmo tempo) nos dias de hoje está no sentimento de culpa (que perturba ambos os gêneros) e na própria insegurança, que para a educadora é o grande fantasma do cotidiano.
 
Há, no entanto, casos de homens que criam filhos sozinhos que podem ser mais complicados como, por exemplo, quando o pai se torna viúvo e precisa cuidar dos filhos. Valéria acompanha de perto um caso do gênero com sua aluna Vivian Avallone, de 16 anos. Ela e sua irmã Thaís, de 17 anos, são criadas apenas pelo pai, já que Solange, mãe das meninas, faleceu em 2007.
 
Quando se trata de meninas a serem criadas pelos “pães”, podem surgir inconvenientes já que algumas garotas, quando ‘viram mocinhas’, se sentem constrangidas em falar determinados assuntos com os pais ou vice-versa. De acordo com Valéria, para diminuir essa barreira existente entre pai e filha é preciso que ele esteja ciente desde cedo de que sua garotinha crescerá e, por isso, a proximidade (carinho, confiança, limites) deve fazer parte de sua rotina.
 
E se mesmo assim, a garota relutar em falar sobre sua vida pessoal com o pai, Valéria alerta que, neste momento, é importante ele colocar-se à disposição dela, verbalizar o quanto ela é importante e o quanto o bem estar dela é fundamental.

“Estabelecer a confiança o quanto antes, para evitar que na adolescência esse tipo de situação (timidez) ocorra”, conclui Valéria.

Entenderam que vocês não estão sozinhos “pães” leitores do Das Marias? No mais, boa sorte com sua árdua mas com muito amor, tarefa!
 
Foto: Vera Kratochvil

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