Em livro, autor diz que desejo sexual das mulheres é igual ao dos homens

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Mulheres e homens sentem o mesmo desejo sexual diz autor. Foto: Vincent Besnault/Getty Images

O livro What Women Want: Adventures in the Science of Female Desire (em português,  Do que as mulheres gostam: aventuras na ciência do desejo feminino) expõe a polêmica sexualidade feminina de maneira direta e como nunca dita antes.

 

Publicada pelo jornalista Daniel Bergner, o livro coloca a mulher e o homem juntos quando o assunto é desejo sexual, contrariando as tradicionais teorias de que a mulher é mais recatada, permissiva e gosta menos de sexo em comparação com o homem.

 

Bergner fala que até agora essa liberdade e igualdade do desejo sexual feminino foi mal interpretado por ambos os sexos ao longo da história e diz que pesquisas que abordam o desejo das mulheres por sexo são estereotipadas.

De acordo com o autor, foi por causa mesmo de tanto estereótipo ao redor da realidade sexual da mulher, que até elas tiveram os seus desejos freados e redemodelados. A pesquisa começou em 2009 e já apontava igualdade entre os desejos sexual de homens e mulheres.

 

 

 “As mulheres supostamente são mais cuidadoras, defensoras, seres sexuais mais adaptáveis à fidelidade”, disse o jornalista.

 

Mas algumas características bastante femininas ainda não foram contrariadas. O autor diz que a passividade da mulher é uma das diferenças de gênero, as diferenciando dos homens, que por serem mais ativos, continuam a dar o primeiro passo na área da atividade sexual.

 

Outro “diagnóstico” sobre a realidade da sexualidade da mulher, segundo Bergner, é que  “a força da cultura coloca algum nível de vergonha sobre a sexualidade das mulheres”.

 

O resultado do livro, porém, desperta uma curiosidade também sobre o novo comportamento dos homens, que a partir da liberdade sexual feminina podem se preocupar mais com outro tema polêmico: a monogamia da mulher. A pergunta é: já que até agora elas foram criadas culturalmente para ter um homem só, como lidar com a diversidade e a liberdade sexual um tanto quanto desenfreada?

 

Fonte: Terra

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