“Ele não me ligou porque não quer compromisso”. “Minha independência o assusta”. “Ele tem medo de sofrer”. “Não quer estragar nossa amizade”. Tudo isso é besteira. Pelo menos de acordo com Greg Behrendt e Liz Tuccillo, autores do livro que agora virou filme, “Ele não está tão a fim de você”, que acaba de estrear no Brasil.
É assim que Débora Miranda, do G1, começa a crítica (até bem favorável) ao filme, que reúne um time de estrelas: Jennifer Aniston, Ben Affleck, Scarlett Johansson, Drew Barrymore e Bradley Cooper - o sorriso mais encantador do cinema atual, de acordo com a jornalista.
“A rainha em criar desculpas esfarrapadas”, conta Débora, “é a carente e sonhadora Gigi (Ginnifer Goodwin). Ela não desiste de encontrar seu príncipe encantado. Sai com um cara, acha que tudo foi muito bem e espera, quase que desesperadamente, que ele ligue. E quando isso finalmente não ocorre, se ilude achando que ele perdeu seu telefone e aparece “por acaso” no bar que ele frequenta”, completa.
“Numa dessas investidas erradas é que ela conhece Alex (Justin Long), o amigo que não titubeará em explicar claramente e com todas as letras: se ele não ligou e não te chamou para sair, é porque não está a fim de você. Entre um tropeço e outro de Gigi, os personagens são apresentados. E além dos flertes e relacionamentos ocasionais, o filme fala do papel da tecnologia nos namoros atuais (uma mulher se questiona: “eu não sei para que inventaram o identificador de chamadas. Eu gostava de poder ligar 15 vezes para um cara até ele atender, sem ser considerada uma psicopata. O que eu não sou. Obviamente”). E há ainda uma discussão ótima sobre o eterno dilema da modernidade: casar ou não casar, eis a questão”, escreve Débora.
Para ler a crítica completa, clique aqui. Ou então assista ao depoimento (também bem favorável) de Isabela Boscov, editora de cinema da Veja. O vídeo está aqui, onde ela conta que o filme é surpreendente simpático e bem amarradinho.
Como escreve Débora Miranda, “o melhor de “Ele não está tão a fim de você” é que você não passará por ele impunemente. Hora ou outra se identificará com um caso, um dilema, um momento cômico ou de tristeza. E se lembrará de uma dessas desculpas esfarrapadas que, com certeza, você já usou pelo menos uma vez na vida”.