Como lidar com o consumismo das crianças? Por qual motivo as crianças cada vez mais valorizam o “poder de compra” e nunca se satisfazem com o que ganham?
A primeira vista pode parecer que as crianças de hoje estão mais preocupadas em comprar que as de antigamente. Mas cada vez mais as embalagens são imponentes, atrativas e sedutoras. Resultado: crianças assediadas pela publicidade e pais pressionados a comprar “tudo” para elas.
Muitos produtos estampam a imagem de algum personagem infantil. Não é a toa que as crianças são alvo forte das campanhas publicitárias. Não somente porque escolhem o que seus pais compram, mas também porque são levadas desde cedo para fidelidade de marcas. Sem contar com o principal, a criação do “hábito consumista” imposto dali para toda sua vida. Isso faz com que a pessoa não questione os motivos que a levam consumir produtos em quantidades que não necessita, ou comprar produtos desnecessários, mesmo que não tenha condições financeiras.
No vídeo acima, “Criança, a Alma do Negócio”, um importante documentário, pelo Instituto Alana por Estela Renner, que escancara o mundo da publicidade infantil e como a vida das crianças é diretamente influenciada. O documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.
Por essas e por outras, está em discussão na Câmara Federal um projeto de lei que discute a publicidade infantil. O projeto propõe a proibição da veiculação pela televisão de publicidade destinada ao público infantil entre 7h e 22h. O autor, deputado federal Marcelo Matos (PDT-RJ), tem como principal objetivo regulamentar o setor, TV aberta e por assinatura, como já acontece em outros países, como Suécia, Grécia, Austrália e Portugal.
“Quanto mais mágico é o pensamento, mais dificuldade a criança tem de compreender as metáforas. Ela não percebe que a mensagem transmitida pela publicidade precisa ser decodificada e toma aquilo como algo real”, afirma Mayra Lorenzoni, coordenadora do Núcleo de Infância e Adolescência da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre (SBPdePA).
Aqui outro vídeo mostrando a vida de duas crianças bem diferentes. De um lado uma menina que tem como brincadeira principal ir ao shopping e, do outro lado, uma criança que consome o pouco e tem como prioridade reutilizar. A psicóloga e coordenadora de Educação do Projeto Criança e Consumo, Lais Fontenelle, fala em entrevista sobre consumismo infantil para o Quebra-Cabeça, da GNT.