
A grife italiana Elena Mirò, especializada na moda plus size, não participa mais do calendário oficial da Semana de Moda de Milão, como vocês bem sabem. Mas nem por isso, o desfile é dos menos esperado e as belíssimas modelos (bem gordinhas para os padrões das outras passarelas) aguardadas com ansiedade. A coleção outono/inverno 2o12 da marca é inspirada às divas dos anos 50. Uma beleza e estilo inspirados em ícones da beleza tipicamente italiana daquela década como Lucia Bosè, Gina Lollobrigida, Sophia Loren; mulheres que ditaram a moda e os padrões de beleza por anos a fio.
E a coleção vem cheia de looks enriquecidos por acessórios cheios de glamour, de uma elegância e classe muito singular: vestidos com babados, detalhes preciosos, maravilhosos casacos muito amplos e com botões metálicos na forma de coração, laços que enfeitam peças muito femininas. Entre os acessórios, sapatos e luvas de renda e a escoha dos tecidos (cetim e macramé) também é sinônimo de sotisficação. As propostas Elena Mirò para o inverno 2012 foram apresentadas fora da loucura da Semana da Moda e para um público selecionado. As fãs da marca puderam assistir a tudo em tempo real, graças à transmissão via web do desfile. O mesmo que você confere em duas partes, logo depois do pulinho…
Via: DGMag
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O belo da moda é que sempre pode nos surpreender, mesmo que seja nas coisas mais simples. Giorgio Armani sabe exatamente como fazer algo de novo, sem nem o menor risco de “cair no lugar comum”; para tanto, na coleção inverno 2012 da grife que leva o seu nome, reinventa o conceito de nude. Pois é o rosa cor da pele que dá o tom da sua coleção, em um sábio exercício de sensualidade, fazendo alusão ao corpo sem mostrar-lo. Uma elegia ao mistério, àquele símbolo de elegância do quase ingênuo jogo de sedução onde se esconde, mostrando.
Na passarela da Semana de Moda de Milão, a nova obra do “Re Giorgio” brinca com os tons do ‘bois de rosé, do mais leve ao mais intenso, como uma verdadeira homenagem à feminilidade que para seduzir usa a auto-estima, com um efeito nu muito inteligente e bem dosado. E assim a coleção se apresenta numa sequência de rosas passando pelo cinza e preto. Casaquinhos e vestidos com volumes abaixo da cintura, como um cálice de cabeça para baixo; calças meio justas até a panturrilha e que depois se alargam na barra.
Vestidos com forma e movimento que lembram um casulo, com os ombros de fora. Para as noites especiais, o estilista sugere preciosos vestidos como o inesquecível modelo longo, sem rosas, com franjas. Um desfile impecável, à altura de um dos maiores nomes da moda e que aos 77 anos, prova que ainda tem muito com a confiança de quem permite uma blusa-poncho em veludo estampado com o seu rosto bem à mostra.
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Evidentemente, não poderíamos falar do desfile Prada dentro da Semana de Moda de Milão, inverno 2012. Miuccia Prada não decepciona nem mesmo os mais exigentes dos experts de moda, com uma coleção muito feminina com um olhar voltado para o passado mas sem esquecer a modernidade urgente dos dias de hoje.
Na passarela, peças que mais parecem obras de arte, uma inspiração sixties nas linhas dos casacos/vestidos, na escolha das cores, no efeito optical. A impressão é de que a qualquer momento, Twiggy Lawson vai entrar na passarela para roupar a cena… Mas não, o desfile é uma sucessão de três “Ps”: paetês, peles e píton - a estampa de cobra que aparece nas roupas e acessórios. Mas atenção, porque nada é comum, não se trata de uma déjà vu e todo mundo sabe que Miuccia não dá ponto sem nó.
Os looks vistos na passarela Prada se apresentam com linhas limpas e geométricas: vestidos trapézio, saias envelope, casaquinhos estilo collage com grandes botões… Detalhes prontos para supreender o olhar graças à imprevisibilidade característica da grife e o estilo contemporâneo: as botas são de píton mas com detalhes em contraste (tanto a parecerem com meiões que aquecem o pé vestido com um sapatinho boneca), vestidos recobertos de pastilhas de plástica quase como escamas e enormes golas de pele, que escorregam pelos ombros. Tudo lembra a revolução promovida por Paco Rabanne nos anos 60 mas em uma releitura muito atual, quase futurística.
Via: DellaModa
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A dupla de estilistas italianos Steffano Gabbana e Domenico Dolce escolhe a top Arizona Muse para abrir o desfile outono/inverno 2012 da grife Dolce & Gabbana na Semana de Moda de Milão e a partir da sua entrada, é um mix de androginia, misturando o univerno masculino ao feminino. E vice-versa.
O primeiro outfit a ganhar a passarela é um conjunto adamascado com calças curtas. A modelo usa um chapéu que lembra o estilo de Madonna nos anos 80; depois vem vestido super feminino com renda e uma chuva de estrelas, para depois dar espaço a um outro conjunto com inspiração masculina. O desfile segue essa alternância quase natural, entre o guarda-roupa dos homens e aqueles das mulheres. As estrelas se apresentam como o elemento marcante da coleção e podemos encontrar o tema estelar nas estampas e acessórios, como aquelas que enfeitam a mítica Sicily Bag.
E assim, um smoking atecipa um vestido branco drapeado e com as tais estrelas que depois cede o espaço para um tailleur risca-de-giz, que é seguido por um outro vestido, dessa vez em chiffon e completamente estrelado. Os casacos são maxi, com corte quadrado e amplos ombors, muito anos 80. Não poderiam faltar bustier, que reencontramos - com prazer - nos tubinhos, sempre contornados por estrelas. Também não falta aquele toque animalier, um clássico Dolce & Gabbana, na metade do desfile. Depois do pulinho, o vídeo da passarela.
Imagens: Yuri Ahn/Swide
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Domenico Dolce e Stefano Gabbana para a D&G, a linha jovem de Dolce & Gabbana, mostram uma passarela muito colorida, com vestidos que querem comunicar, literalmente falando. Palavras e letras servem de fio condutor da coleção apresentada na Semana de Moda de Milão, traduzidas nas estampas. Vestidos, camisetas, leggings e shorts dedicadas à uma menina moça que ama as cores fluo e que não tem medo de ser notada na multidão.
Um desfile muito “esportivo” mas que mesmo assim, deixa espaço para vestidos sensuais de chiffon - muito coloridos - para as ocasiões especiais. Casacos e parkas com detalhes em pele, perfeitos para todos os dias e que se tornam mais elegantes e glamurosos com detalhes em paetês e transparências na versão para a noite.
Quanto às cores, o difícil é escolher: o outono/inverno 2012 é uma festa de cores, com amarelo, fucsia, verde, turquesa e laranja, todos em versão fluo. Quanto aos tecidos escolhidos pelos estilistas, uma grande diversidade: seda, jacquard de lã, chiffon, tweed, pele, jersey de algodão, moleton e plumas. Entre os acessórios, clutch e pochetes coloridas com charms, lindos colares com pendentes a forma de letras coloridas e muitos foulards, para amarrar no pescoço.
Christopher Bailey, diretor criativo Burberry e dono do sucesso do brand inglês levou para a passarela da Semana de Moda de Londres as peças símbolos da maison: sobretudos e trench coats. Na coleção Prorsum, jogos de volume partindo da silhueta extra skinny até as volumosas mangas, passando pela forma de tulipa nos casacos. Abrem e fecham o desfile as cores acesas, como o turquesa e o laranja (notou como essa cor vem aparecendo sempre nos desfiles de inverno 2012?); peças com inspiração militar, detalhes de pele e jogos black & white. Curiosidade: o desfile foi transmitido em web streaming, para 150 países, ao vivo, diretamente do Royal Park of Kensington Gardens de Londres. Na mítica Piccadilly Circus, um telão também transmitia o desfile em tempo real.
Depois dos clássicos, é a vez de Christopher Kane, designer escocês e ex-colaborador di Donatella Versace, que em pouco tempo soube criar o seu espaço no mundo do prèt-à-porter. Assim como no desfile de House of Holland, o estilista escolheu a coberta vintage, com patchwork feito de crochê. O conceito é o mesmo mas no caso de Kane, desaparece o multicolorido e a cartela de cores se apresenta mais séria com azul e verde escuro. Tudo gira em torno à coberta da vovó, com vestidos tipo combinação, jaquetas estampadas usadas com saias de tricô. Alguma transparência, tecidos técnicos e efeito “onda” brilhante que enfeita decotes, bolsas e corpetes. Confira depois do pulinho as fotos dos dois desfiles.
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Quem é que não se lembra, ou até possui uma, daquelas cobertas de crochê realizadas com quadrados de patchwork, amorosamente tramadas pela vovó? Pois é este clássico o ponto de partida do desfile da coleção de inverno 2011/2012 da grife House of Holland, apresentado durante a Semana de Moda de Londres.
Henry Holland gosta de experimentar e não poderia ser diferentes com esta coleção, uma perfeita demostração do conceiro do “mix & match”, onde tecidos clássicos como a lã xadrez, é usada para contruir modernos e insólitos tailleurs cortos, camisas body e mini vestidos, tudo usada com meias-calças estampadas. E depois as cobertas, que se transformam em vestidos, maxi cachecóis e sobretudos. Na cartela de cores, tons fortes como o laranja, magenta e violeta que se alternam a tons mais sutis da lã, até chegar ao carnaval de cores das cobertas vintage.
Fotos: Vanity Fair
A última Semana de Moda de Paris também ficará na memória como aquela da primeira coleção Alexander McQueen sem o estilista, morto em fevereiro. Mas o show deve continuar e Sarah Burton demonstrou ser capaz de dar continuidade ao estilo visionário do designer sem renunciar a sua própria individualidade. Na passarela, estampas com inspiração barroca e abstratas, cores constrastantes, militarismo e vestidos tridimensionais de couro. Confira as fotos do desfile aqui.
E o que poderia chamar a atenção de uma louca por esmaltes além das unhas das modelos? A manicure reproduzia o que estava na passarela tudo graças aos esmaltes adesivos da Minx Nail, que preparou uma linha especialmente para o desfile da grife a partir das estampas dos tecidos da coleção verão 2011. Como explica Marian Newman, designer da Minx:
“Alguns dos modelos criados eram reproduções exatas dos tecidos, enquanto outros eram uma versão de ouro que usavam as estampas dos tecidos. Há ainda formas mais naturais”.
Dominaram os esmaltes adesivos dourados com efeito couro e um outro, com folha em camadas sobre uma base de ouro fosco. A ideia, continua Mariam, era passar naturalidade, mas preservando a elegância. Agora vou contar até dez para a Minx lançar os esmaltes Alexander McQueen. 1, 2, 3…

Entrando na reta final da nossa série de posts sobre a Semana de Moda de Milão, um pausa para um mergulho no escuro da noite de Giorgio Armani. Sóbria e muito elegante, a mulher do “Re Giorgio” se diverte escrevendo a partitura de Blue Rhapsody, mostrando na passarela de verão 2011, todas as nuances da cor e as suas possíveis interpretações.
Mulheres com um olhar orgulhoso irrompem a passarela, caminhando com elegância. Beduínas do deserto, atravessando a noite escura, com foulard com turbante, tailleurs com calças que se movimentam graças às pregas na altura da cintura, blusinhas transparentes, longos vestidos levemente drapeados ou com o corte sereia, num efeito esconde-esconde de muita classe. A cor azul escuro é o fio condutor da coleção, não importa o tecido: seda, jersey, malha de renda, camurça…
Via: VeraClasse
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Para Missoni, o verão 2011 será uma explosão de cores, grafismos, símbolos de culturas diferentes, tudo misturado e tratado em três dimensões, com efeitos de luz e sombra. A tecnologia e a experimentação se manifestam em uma coleção com muita personalidade. A passarela da grife durante a Semana da Moda de Milão, trouxe círculos, quadrados, retângulos do maravilhoso tricô Missoni em vestidos longos até o tornozelo, em uma modelagem que lembra muito os ponchos e caftãs, top e bermuda, longos coletes e calças tipo pata de elefante. Tudo muito confortável, volumoso. Graças ao patchwork de cores, cada peça parece flutuar na passarela. Confira o vídeo do desfile, publicado por Style.it.
Via: Ansa