
Digam-nos que vocês não gostam de flertar. Que não gostam de ter um homem nas suas mãos, que não amam ser cortejadas, dar respostas indiretas, colocá-lo contra o muro com frases suspensas no ar, estrategicamente e amigavelmente e olhares perfurantes. Se existe alguma Maria que não adora flertar que diga agora, senão, se considere no mesmo barco de todas as outras mulheres, que, por natureza, não conseguem resistir a um flerte.
Se é uma solteira, pode ter em vista uma possivel história com horizonte de céu azul, criada pela arte de flertar e da sedução feminina, mas, se é uma Maria comprometida, em vista existe um possível naufrágio, seja em relação à alma perdida ao novo pirata ou em relação à história precedente, que deve naufragar em águas profundas. Se o flertar é tanto feminino como divertido, às vezes acabamos subvalorizando-o, dado a leveza do ato: afinal, o que significam dua piadinhas, uma conversa no MSN, um café depois do almoço, uma mensagem no Facebook? Típicas justificativas que conta aquela que não quer assumir um flerte com um colega, um homem que conheceu no metrô, o namorado da amiga, e tantos eventuais moços que nos acontece de flertar.
Mesmo assim, a leveza do flerte pode conduzir ao naufrágio deste barco. Quando subvalorizamos o flerte, acabamos enroladas, enquanto quando damos muito valor a ele, controlamos antes o rumo do nosso próprio barco, porque vemos que às vezes não vale a pena. Existem ainda aquelas que flertam pelo simples prazer de fazê-lo, mesmo sabendo que se o próprio parceiro o fizesse, ficaria irritadíssima.
Como resistir a um flerte? E, sobretudo, flertar significa trair, mesmo se somente com o pensamento ou com simples palavras? De qualquer modo, quando um flerte conduzir a Maria a um naufrágio, averá sempre um novo pirata esperando em uma ilha deserta.
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